terça-feira, 5 de julho de 2011

GESTÃO DE RISCOS – CINCO FATORES PARA O SUCESSO

Envolvimento da Alta Gestão
O desejo de desenvolver a análise de riscos deve estar pautado como princípio norteador da Alta Gestão. Para consolidar o envolvimento dos mesmos, é imprescindível uma exposição clara e objetiva do que se pretende desenvolver nas análises e quais serão os ganhos da organização.

Inserção sistêmica na organização
Todos os setores e departamentos devem estar informados sobre o trabalho de análise de riscos e saber a quem se dirigir sobre o assunto e as formas de colaboração.

Dinâmicas de comunicação
Desenvolver um sistema de distribuição das informações, estabelecendo níveis para a disseminação da comunicação, considerando todos os cenários.

Desenvolvimento de cenários complexos
A análise deve abranger todos os cenários da organização, suas dinâmicas internas e externas, e todos os eventos que podem originar riscos.

Equipes proativas
O envolvimento dos setores e departamentos deve estar acoplado em redes de empoderamento para a previsibilidade dos riscos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ações de segurança refletindo Clausewitz

Ninguém inicia uma guerra –ou melhor, ninguém em sã consciência deveria fazê-lo– sem primeiro ter claro o que pretende conseguir com essa guerra e como pretende conduzi-la.
Clausewitz

A mais profunda lição de Clausewitz para minha profissão foi a de que o soldado, apesar de todo o seu patriotismo, coragem e habilidade, representa apenas uma perna de uma tríade. Se as três pernas não estiverem empenhadas – as forças armadas, o governo e o povo –, o empreendimento não pode se sustentar.
Colin Powell

Refletindo Clausewitz aplicado na Segurança dos Municípios pelas Guardas Municipais

Trindade da guerra
Da violência original                       A quem interessa                    Modus operandi                       
-o ódio e a animosidade                Ao povo                                     Paixões

-o jogo das probabilidades           Ao comandante e                    Dominar o acaso com
e do acaso                                      seu exército                talento, caráter e coragem

-o jogo político                                Ao governo                         Objetivos políticos

A guerra em ação
Agentes                               Objetivos                                                                                                   
-As forças militares          Destruição das forças militares do inimigo, tornando-o
                                              incapaz de prosseguir o combate.

-O território                        Conquistar o território, pois poder-se-ia constituir dentro dele
                                              uma nova força militar.

  
-A vontade do inimigo      Debelar as tensões hostis e as operações hostis e submeter
                                              governo, aliados e povo.

Todas as ações na área da segurança municipal devem ser tomadas em acordo com a orientação política. No Estado Democrático de Direito as forças de segurança, por estarem subordinadas ao Estado, não tem autonomia para assumirem ações a revelia da orientação política.

A trindade de Clausewitz nos municípios

A quem interessa       Ação original          Modus operandi                                                             
-Sociedade                    -Redes             A Secretaria de Segurança do Município
                                                         deve constituir uma ampla e poderosa
                                                         Rede envolvendo órgãos públicos e privados,
                                                         instituições, grupos organizados e comunidade.

-Guardas Municipais    -Ação                   Caberá à Secretaria de Segurança, mobilizando
                                                          a Guarda Municipal, em atingir os objetivos
                                                          políticos ao aplicar as Ações no
                                                           “teatro de operações”.
      
-Administração           -Articulação         Eminentemente política e ditada
                                                        pela Administração Municipal que estabelecerá
                                                        e potencializará os objetivos nos trabalhos de
                                                        segurança.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Gestão de Inteligência

Cada vez mais a Gestão de Inteligência vem pautando os serviços das Organizações nas mais variadas dinâmicas, prospectando cenários:
Políticos;
•de Mercados;
Econômicos;
Militares;
de Segurança;
Ideológicos;
Culturais; e,
Comportamentais.

Áreas de prospecção
O amplo campo das conspirações;
A dinâmica do mercado;
Lavagem de dinheiro;
Corrupção e fraudes;
Terrorismo e atentados;
Crime organizado e crime difuso;
Espionagem e operações encobertas;
Seqüestros;
Sistemas políticos;
Ações e operações sensíveis.

Habilidades do Gestor de Inteligência
Identificar conspiradores e determinar relações;
Monitorar e controlar eventos criminais;
Identificar fontes e distribuição de recursos criminosos;
Preparar os tipos de ligação de análises, como: análises do tempo/evento e análises político-econômica;
Gerenciar dados complexos;
Gerenciar técnicas para organizar e analisar dados;
Transformar dados brutos em Inteligência;
Dominar Alvos e cenários;
Desenvolver Planos de Inteligência;
Caracterizar os processos da Análise de Inteligência;
Superar obstáculos;
Construir gráficos, organogramas, matrizes e diagramas;
Produzir relatórios;
Estruturar sistemas ou organizações;
Manter redes de poder.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

GUARDA MUNICIPAL

§ 8º - Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
Artigo 144 / Constituição Federal.
Todos os órgãos destinados a exercer a Segurança Pública, estão sob orientação, qualificação e profissionalização do Ministério da Justiça, por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP, da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública – RENAESP e do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci.
Importante observar que a SENASP/MJ e os programas por ela desenvolvidos estão qualificando e potencializando a municipalização da Segurança Pública, onde as Guardas Municipais ganham relevância.
As Guardas Municipais, em acordo com o Art. 144 da Constituição Federal constituem corporações assemelhadas em competência com a Polícia Federal.
No quadro abaixo é visível as competências similares entre ambas as instituições. Polícia Federal e Guarda Municipal, em acordo com a Constituição Federal, se destinam em resguardas bens, serviços e interesses/instalações, bem como assumem como medida de ação a prevenção; que no caso das Guardas Municipais também é umas das orientações precípuas apresentadas pela SENASP/MJ.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Segurança Privada e a Copa de 2014

As empresas de segurança privada e as escolas de formação de vigilantes ainda não iniciaram os estudos de cenários para assumir os respectivos trabalhos para a Copa de 2014.
Marketing, endomarketing e branding são os principais probelmas.
Marketing
No marketing as empresas carecem de formas para atrair e conservar clientes. Nenhuma promove o estudo de caso para oportunizar uma venda que satisfaça as necessidades do cliente. O que as empresas oferecem é um trabalho de polícia ostensiva em âmbito privado. Porém, para a segurança privada da Copa esse tipo de serviço é apenas uma pequena fração dos serviços.
Endomarketing
Quanto ao endomarketing, não se promovem trabalhos com os colaboradores, com os funcionários. A falta de marketing para dentro das empresas de segurança privada e para dentro das escolas de formação de vigilantes, é inexistente, o que provoca alta rotatividade e o consequente engessamento do quadro profissional que não se especializa com foco para a Copa de 2014.
Branding
No caso do branding, as marcas das empresas e escolas de formação de vigilantes não conseguiram ainda se consolidar no mercado. Fato é que as empresas não desenvolvem estratégias para fundamentar o branding.
Risco
O fato decorrente dessas deficiências é preocupante: As Empresas de Segurança Privada da região metropolitana de Porto Alegre ainda não estão inseridas no cenário de segurança para a Copa de 2014 e necessitam construir um Mapa Estratégico para expandir seus negócios em grandes eventos desportivos, consolidando um sistema de segurança permanente, com agregação de valor aos serviços prestados.
Superar tais adversidades constitui no maior desafio das empresas que prestam serviços de segurança privada. Uma das exigências da FIFA para a realização dos jogos é uma criteriosa análise do tipo de serviço que essas empresas podem realizar em grandes eventos desportivos.
Correm o risco de uma empresa estrangeira, prestadora de serviços de segurança privada, assumir os trabalhos durante os eventos desportivos da Copa de 2014 em Porto Alegre e cidades subsedes.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Desempenhos Corporativos

O acesso a dados estratégicos, a coleta de informações e o permanente trabalho de Inteligência, estruturado em Ferramentas de Inteligência que possibilite antecipar cenários futuros, constituem o cerne da Gestão de Riscos Corporativos e Segurança Empresarial.
Furtivamente ao trabalho de Inteligência, ocorre no país um gigantesco levantamento de dados e informações que nem sempre estão fundamentados em metodologia científica.
Porém, como em qualquer cenário, os dados perecem rapidamente sem receberem o tratamento adequado, pois faltam Ferramentas de Inteligência para transformar as informações em Inteligência a ser aplicada ao empreendimento. E o que prejudica ainda mais a prospecção de cenários é o fato de que todas as análises são apresentadas se reportando ao passado. Assim, as informações que apresentam dados de desempenhos passados, por estarem inseridas em cenários extremamente complexos e dinâmicos, quando cotejadas para produzir análises com vistas em investimentos empreendedores, caso não sejam bem trabalhadas e usadas a contento, geram as seguintes variáveis:
- sofrem rápida desatualização e prejudicam severamente a visão de potenciais cenários para as organizações;
- ocasionam investimentos maiores e imprevisíveis;
- estimulam o direcionamento de recursos para áreas secundárias ao objetivo estratégico proposto;
- expõem as estratégias corporativas;
- geram a vulnerabilidade da competitividade e da capacidade de crescimento; e,
- não raramente, ocasionam a desistência do empreendimento.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tecnologia em Segurança Pública - Curso inédito

video
Curso Superior de Tecnologia em Segurança Pública           
CURSO NOVO!
O profissional formado em segurança pública está habilitado a avaliar os cenários de risco e crimes, aplicando métodos de planejamento, controle e força. Está apto a identificar, prevenir e avaliar contextos com o uso de tecnologias e força, tanto no atendimento a demandas tanto de segurança privada quanto de segurança pública, ciente dos preceitos legais e do respeito aos direitos fundamentais.
Duração: 05 semestres
Turno de aulas: finais de semana (Fisem)
Local: Campus II

quinta-feira, 2 de junho de 2011

GESTÃO DE RISCOS

De acordo com a ISO 31000, a Gestão de Riscos permite à organização:
- aumentar a probabilidade de atingir os objetivos ;
- promover uma gestão pró-ativa ;
- identificar e tratar os riscos em toda a organização;
- melhorar a identificação de oportunidades e ameaças;
- cumprir os requisitos legais e regulamentares e as normas internacionais;
- melhorar as informações obrigatórias e voluntárias ;
- melhorar a governança ;
- melhorar a confiança dos envolvidos;
- fornecer uma base confiável para a tomada de decisão e planejamento;
- melhorar o controle ;
- alocar e utilizar recursos de forma eficaz para o tratamento de riscos;
- melhorar a eficácia operacional e a eficiência ;
- aumentar a segurança ;
- minimizar as perdas ;
- melhorar a aprendizagem organizacional;
- aumentar a resiliência da organização .

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cenário Futuro

Existe um e somente um único futuro. Aqueles que estarão nele e em que condições estarão, dependerá unicamente das multiplicidades de escolhas que assumirem.
O estudo do futuro é relevante para a formulação de estratégias destinadas a garantir a perenidade e a sustentabilidade das pessoas e organizações.
Porém, a aplicação de dois, três ou mais cenários futuros para um mesmo objetivo não é racional. As projeções de múltiplos cenários futuros para pessoas ou organizações denunciam que quem está no manejo da prospecção de cenários é possuidor de algumas dificuldades, como:
- não detém conhecimentos metodológicos para coleta, análise e julgamento dos dados;
- não consegue ponderar sobre pessoas, organizações e fenômenos relativos aos riscos;
- desconhece o ciclo e a produção de riqueza;
- não domina análises de risco afeitas ao estudo;
- não domina fórmulas para mensurar os riscos e suas projeções sobre os ciclos;
- desconhece as dinâmicas e até onde, no futuro, pessoas e organizações podem e desejam chegar.
O futuro não tem nada de incerto. As incertezas provém das projeções equivocadas e apoiadas em metodologias e análises inconsistentes.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fatores que provocam crises nas organizações

- Fatores externos
Mudanças tecnológicas
Retração ou expansão da Economia
Movimentos sociais
Ações governamentais
- Fatores internos
Novas lideranças
Novas políticas organizacionais
Reorganizações de processos de trabalho

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estrutura Criminosa

O CENTRO DE INTELIGÊNCIA apresenta com exclusividade a estrutura criminosa e seus componentes no Rio Grande do Sul, resultado de estudo pioneiro. Para melhor identificar a função dos indivíduos, formulou-se uma conceituação acessível ao entendimento. Foram identificadas duas estruturas:
* ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA: com estruturas complexas que envolvem desde o PROPRIETÁRIO até o aliciamento do OPERADOR. Seu funcionamento ocorre como empresas hierarquizadas e englobam sempre uma ou mais Quadrilhas Criminosas.
Componentes e características:
1-Proprietário:
Está no topo da pirâmide de uma Organização Criminosa que pratica algum tipo de ilícito (tráfico, contrabando, pirataria);
Pode ser dono de Casa Noturna, Bar, Lanchonete, Empresa ou Comércio de Fachada;
São detentores de algum tipo de status social e possuem relacionamento com políticos e servidores públicos que aceitam suborno e/ou participam de processos corruptivos;
Não se envolve diretamente nos negócios criminosos, pois se utiliza de pessoas de confiança para serem Chefes;
Raramente são identificados, capturados e presos.
2-Chefe:
É o subordinado principal do Proprietário;
Controla os Gerentes, fiscaliza a distribuição e orienta o Comprador / Distribuidor;
Também organiza os locais que podem comercializar o produto;
Raramente são identificados, capturados e presos.
3-Toda a estrutura da criminalidade Organizada ou Quadrilha Criminosa, tal como segue abaixo.
* CRIMINALIDADE ORGANIZADA OU QUADRILHA CRIMINOSA: são pequenos grupos que se articulam para o tráfico, contrabando, espionagem e pirataria. É organizada por um indivíduo que ocupa a posição de GERENTE e que articula os serviços desde o COMPRADOR ao CONSUMIDOR.
Componentes e características:
4-Gerente:
Organiza a chegada do produto para o Distribuidor;
Faz a contabilidade;
Designa atribuições;
Controla a qualidade dos produtos e dos serviços;
São identificados e presos com pouca frequência.
5-Comprador/ Distribuidor:
Organizam a embalagem e a separação dos produtos para entregar ao Vendedor/Facilitador, ao Operador e ao Consumidor;
São identificados e presos com pouca frequência.
6-Vendedor / Facilitador:
Pode servir-se de uma Casa Noturna, Bar, Lanchonete, Taxista, Motoboy, Empresa ou Comércio de Fachada, a própria residência ou de terceiro, de funcionário de Empresa ou Comércio;
Estabelecem vínculos de “negócio” entre Distribuidor e Operador;
Lavam” o dinheiro oriundo do ilícito;
São identificados e presos com uma certa rotina.
7-Operador:
Corresponde ao indivíduo que pratica algum tipo de ilícito de furto, roubo, contrabando ou espionagem (industrial, comercial ou de serviços);
Participa, em pequena escala, na lavagem do “dinheiro” originário do ilícito;
Pratica presença ameaçadora no entorno escolar e na comunidade quando o produto que comercializa é entorpecentes;
Procura estar sempre armado;
Pratica a agressão, a intimidação e o homicídio;
Faz sequestro e extorsões;
São constantemente identificados e presos.
8-Consumidor:
É o que compra algum tipo de produto oriundo de ilícito: entorpecentes, armas, equipamentos ou produtos contrabandeados e pirateados;
São identificados com frequência, mas raramente são detidos e presos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

INTELIGÊNCIA

Para os estudiosos de Inteligência, são três, basicamente, os seus padrões considerados especiais:
1 – Informação: quando assuntos, fatos, alvos, documentos, dados e códigos considerados relevantes são analisados sob condições metodológicas, gerando um produto destinado a subsidiar na tomada de decisões.
2 – Atividade: além de depender do segredo para desempenhar os trabalhos, a Inteligência busca o dado negado.
3 – Organização: por trabalhar em campo diferenciado, a Inteligência se constitui em instância supra organizacional.
Os Serviços de Inteligência são organizações dedicadas à coleta e análise de informações. Diferente dos institutos e centros de pesquisa, que possuem assuntos e temas “fixos”, visíveis e públicos, os Serviços de Inteligência se dedicam em compreender os cenários e suas dinâmicas adversariais, perscrutando alvos difíceis, ocultos e “invisíveis”.
A Inteligência destina-se em aumentar o grau de conhecimento sobre alvos e problemas com alguma potencialidade em afetar a segurança e oferecer riscos.
Quanto à operacionalidade e sua distinção com relação aos institutos e centros de pesquisas, a Inteligência é consolidada num constante trabalho de graduação que exige a intervenção humana para a análise e a disseminação dos dados obtidos, e ações que identifiquem as vulnerabilidades das fontes, adotando contra medidas de segurança, segredo e proteção das próprias atividades.
Inteligência estuda o “outro”, analisando situações onde informações consideradas relevantes são trabalhadas e ocultadas pelo alvo pesquisado, o qual aplica esforços organizados para desinformar, negar e produzir análises consistentes, mas inúteis.
As atividades de Inteligência contemporânea se distinguem por quatro dinâmicas operacionais:
1-Coleta de informações
2-Análise e disseminação
3-Segurança informacional e Contra Inteligência
4-Operações encobertas
A atividade de Inteligência está fundamenta no controle, no segredo e na segurança das organizações.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Segurança Privada

ÓRGÃOS REGULADORES E SUAS MISSÕES
No Estado Democrático de Direito as instituições públicas funcionam pelo princípio do controle e fiscalização, de forma que o poder político não fique centralizado ou que seu exercício ocorra de forma absoluta. No que se refere a Segurança Privada o controle e a fiscalização é exercida pelo Ministério da Justiça, CCASP, DPF, Exército e Secretarias Estaduais de Segurança.
Ministério da Justiça: Órgão superior da Administração Federal que trata dos assuntos relacionados com a ordem jurídica, cidadania e garantias pessoais.
Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP): Colegiado de natureza deliberativa e consultiva, presidido pelo Diretor-Executivo do DPF, que integra representantes de entidades das classes patronal e laboral da Segurança Privada e representantes de órgãos públicos que atuam em atividades correlatas. (Portaria nº 1.546/95 e Portaria nº 2.494/04)
Departamento de Polícia Federal (DPF): Órgão superior, subordinado ao Ministério da Justiça, que regulamenta, autoriza e fiscaliza as atividades de Segurança Privada. Compreende:
a) Diretor Executivo do DPF: Compete planejar, coordenar, dirigir, controlar e avaliar as atividades de Segurança Privada.
b) Coordenação-Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP): Unidade central vinculada à Diretoria Executiva do DPF, que regula, controla, coordena e fiscaliza as atividades de Segurança Privada, acompanhando os trabalhos realizados pelas Delegacias de Controle de Segurança Privada (DELESP) e Comissões de Vistoria (CV).
c) Delegacias de Controle de Segurança Privada (DELESP): São unidades regionais vinculadas às Superintendências da Polícia Federal nos Estados e no Distrito Federal.
d) Comissões de Vistorias (CV): São unidades vinculadas às Delegacias de Polícia Federal, responsáveis pela fiscalização e controle das atividades de Segurança Privada.
Exército Brasileiro – Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados ( DFPC): Órgão de apoio técnico-normativo destinado a orientar, coordenar e controlar a fiscalização dos produtos controlados pelo Exército Brasileiro (armas e seus acessórios, munições, explosivos, blindagens e coletes à prova de bala), no que tange às atividades de fabricação, utilização industrial, importação, exportação, armazenamento, depósito, manuseio, uso esportivo, colecionamento, comércio, recuperação, manutenção e tráfego.
Papel Subsidiário das Secretarias de Segurança Pública como Órgão Regulador: A Lei 7.102/83, artigo 6º, parágrafo único, reza que o Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal para fiscalizar o fiel cumprimento da lei por parte dos Estabelecimentos Financeiros. A Lei também estabelece, assim como a Portaria 387/06, que as empresas de Segurança Privada devem comunicar suas atividades nas Secretarias de Segurança Pública da respectiva Unidade Federativa em que operarem.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Terminologias utilizadas na Segurança Privada

Vigilantes: São profissionais capacitados em Cursos de Formação, registrados no Departamento de Polícia Federal, responsáveis pela execução das atividades de Segurança Privada.
Empresas Especializadas: São empresas prestadoras de serviços de Segurança Privada, autorizadas pela Polícia Federal, e que podem exercer a Vigilância Patrimonial, Transporte de Valores, Escolta Armada, Segurança Pessoal e Cursos de Formação de Vigilantes.
Empresas Possuidoras de Serviço Orgânico de Segurança: Empresas não especializadas, mas autorizadas a constituir serviço próprio de Vigilância Patrimonial ou de Transporte de Valores.
Estabelecimentos Financeiros: Realizam a guarda e movimentação de numerário (bancos, financeiras, caixas econômicas, etc.). Uma melhor definição de “Estabelecimentos Financeiros” esta expressa no parágrafo único do artigo 1º da Lei 7.102/83.
Transporte de Valores: Efetuam o deslocamento de numerário, bens ou valores, mediante a utilização de veículos comuns ou especiais. Quando o valor for igual ou superior a 20.000 UFIR (Unidade Fiscal de Referência) deverá ser feito em veículos especiais, guarnecidos por no mínimo 04 (quatro) vigilantes (artigos 25 e 26 da Portaria 387/06 DPF). Quando o valor for maior que 7.000 UFIR e menor que 20.000 UFIR poderá ser feito em veículo comum, com no mínimo 02 (dois) vigilantes. (artigo 26, parágrafo único, da Portaria 387/06 DPF).
Segurança Pessoal Privada: Destina-se em garantir a incolumidade física de pessoas.
Escolta Armada: Guarnição composta de 04 (quatro) vigilantes, contando o motorista, em veículo com quatro portas, com sistema de comunicação e com identificação externa, e destinam-se a garantir o transporte de qualquer tipo de carga ou de valores.
Classe Patronal: Compreende os empregadores e têm como entidades representativas dentro dos Estados os Sindicatos das Empresas de Segurança Privada.
Classe Laboral: Compreende os empregados e têm como entidades representativas os Sindicatos dos Vigilantes, cuja função é representá-los e negociar melhores condições de trabalho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

RISCOS EMPRESARIAIS

Os Riscos Empresariais podem ser divididos em quatro grupos:

1 – Risco de Mercado
Está diretamente relacionado ao comportamento dos preços dos ativos diante das condições de flutuação do mercado. Sua compreensão se fundamenta na correta identificação e quantificação da correlação de volatilidades e fatores que impactam a dinâmica dos preços dos ativos. É dividido em quatro áreas:
a) risco do mercado acionário;
b) risco do mercado de câmbio;
c) risco do mercado de juros; e,
d) risco do mercado de commodities.

2 – Risco de Crédito
Compreende as possíveis perdas diante de um dos contratantes não honrar seus compromissos, estabelecendo perdas irreparáveis. Pode ser dividido em três grupos:
a) Risco do país (moratória);
b) Risco político; e,
c) Risco da falta de pagamento.

3 – Risco Operacional
Constituem na mensuração das incertezas concernentes aos retornos da organização diante dos seus processos, sistemas e práticas de controle que não resistem às falhas humanas, aos procedimentos equivocados, as mudanças de cenários, fragilidades da infraestrutura, metodologias inadequadas e a demais situações adversárias.

4 – Risco Legal
Corresponde à mensuração das incertezas decorrentes das vulnerabilidades contratuais.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Clausewitz aplicano na Segurança Pública

No dizer do General Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA, quando comandou as forças militares norte-americanas contra o Iraque: A mais profunda lição de Clausewitz para minha profissão foi a de que o soldado, apesar de todo o seu patriotismo, coragem e habilidade, representa apenas uma perna de uma tríade. Se as três pernas não estiverem empenhadas – as forças armadas, o governo e o povo –, o empreendimento não pode se sustentar.
Podemos depreender que o Estado deve usar os meios militares para alcançar os fins políticos, mas sempre apoiados na trindade que é composta por exército, governo e povo. Para Clausewitz os líderes políticos devem estabelecer os objetivos de uma guerra, ao passo que os exércitos devem atingir esses objetivos apoiados em suas estratégias e táticas.
Significa dizer que para qualquer intervenção ou ação militar, é necessário que existam objetivos políticos claros para mobilizar as tropas. Rejeitando-se o uso de “força limitada”, a fim de sempre agir escolhendo os meios e os resultados decisivos, concentrando força máxima e atingindo o centro de gravidade do inimigo.
Pontuando tal reflexão para a realidade do Estado, é afirmar que as ações na área da segurança devem ser tomadas em acordo com a orientação política. No Estado Democrático de Direito, as forças de segurança, por estarem subordinadas ao Estado, são dependentes das orientações políticas que estabelecem os objetivos de mobilização, ação e reação, com a finalidade de atingir os objetivos firmados.
A atenção dessa dinâmica se prende ao fato de que todas as mobilizações das forças de segurança geram conseqüências políticas. De forma que para qualquer intervenção ou ação policial é necessário que existam objetivos políticos claros para evitar danos à cidadania.
No Estado a trindade de Clausewitz pode ser traduzida como a composição entre: Polícia Civil e Brigada Militar; Governo do Estado; e, Sociedade.